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A importância da Gestão de arquivos pessoais nas universidades

Pesquisadores apresentam política de Gestão de Arquivos Pessoais adotada na USP; Evento fez parte do II Ciclo de Palestras da Diretoria de Arquivos Institucionais da UFMG



Em palestra na Escola de Ciência da Informação da UFMG, ontem, 21, os pesquisadores da USP, Lilian Miranda, do Arquivo Geral e José Francisco Campos, lotado na Biblioteca Brasiliana Midlin, apresentaram a política de “Gestão de arquivos pessoais” desenvolvida na Universidade do Estado São Paulo.

A política de “Gestão de arquivos pessoais” da USP resulta de dois projetos de pesquisas realizados por cada um dos pesquisadores de 2012 a 2014.  O objetivo geral é a criação de um acervo com objetos e documentos pessoais dos professores da universidade. Isto é, “documentos com destino certo não nos interessa. Estamos interessados no que não foi publicado. Faz-se urgente o estabelecimento de uma política para que a parcela desses documentos não seja perdida”, explica Lilian.

Portanto, arquivos pessoais são os cadernos de anotações dos professores, cadernos de campo, materiais de estudo, obras em processo de criação, esculturas, dentre a diversidade de pertences que podem ser encontrados nos gabinetes dos professores e que carregam alguma memória em relação à atuação como docente na instituição.

 

1ª Fase

Para iniciar a busca por objetos possíveis de caracterizá-los como arquivos pessoais dos docentes, os pesquisadores desenvolveram estratégias para a localização e pesquisa. Lilian relata que não foi fácil essa etapa. “Tivemos que estabelecer estratégias para percorrer o maior espaço possível e alcançar o maior número de pessoas. A USP é muito grande e cada unidade acadêmica possui autonomia.”

Os pesquisadores criaram um email, onde através de um texto explicavam do que se tratava o projeto em que estavam envolvidos e qual era o motivo do contato. Ao final, pediam para retornar, caso os destinatários pudessem contribuir com informações.

Dificuldades foram encontradas, dentre as quais “a condição de algumas unidades acadêmicas serem vistas como esferas privadas de poder, a burocratização e a indiferença percebida em algumas pessoas em relação ao nosso objetivo”, relatou a pesquisadora.

Na busca pelos documentos pessoais, tiveram que discernir o que era relevante ou não. Com isso, foi discernido a não existência de hierarquia de um professor em relação a outro professor. “Todos são a universidade”, salientou José.

A pesquisadora ressaltou que “discernir o que documentar ou não, envolve questões delicadas. E, o importante são os professores desapegarem do documento para fazerem parte da memória da universidade.”

 

Dedicação

Iniciada a catalogação e o registro dos objetos, conforme os pesquisadores, o primeiro passo foi dado. Alguns gabinetes com arquivos pessoais de professores já foram visitados. A condição desses locais são as mais adversas possíveis, com uma variedade de objetos encontrados.

 Um dos próximos locais a iniciarem a busca por arquivos pessoais será o gabinete do reitor da USP. “E já sabemos que lá iremos encontrar várias coisas, desde troféus, livros e prêmios que ganham devido à ocupação do cargo, até cadernos de anotações,etc.

Segundo os pesquisadores, muitas pessoas têm nos procurado para dar informações sobre algum professor ou gabinete em específico, em casos que o docente já faleceu. “Os servidores da USP estão lembrando-se do nosso objetivo e nos procurando. Isso nos deixa muito feliz.”

Nas palavras de Lilian, ”o que importa agora é saber se a universidade vai querer essa batalha.” O objetivo principal é que os documentos pessoais não sejam perdidos ou esquecidos, deixando-se informações e memórias morrerem.

 


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